terça-feira, 25 de setembro de 2012

o dia que ela morreu

No dia que ela morreu
o sol brilhava

O céu estava azul
e corria um vento fresco

Era primavera
bem no começo

Ela deitou-se em sua cama
e fechou os olhos

Naquele momento o vento parou de soprar
o sol se apagou só por um minuto

Até que a respiração dele
silenciou-se eternamente

sábado, 22 de setembro de 2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sopro de vida

Nada mais que um delírio de desejo
que nos mantem a salvo da sombra da morte

Um sopro de vida que nos mantem em pé
numa imitação de sanidade

Aqui nada real
e mesmo assim continuamos insistindo
na ideia de amar

Cercados de devaneios
queremos pisar na lua

A escada é feita de ossos
ainda não desistimos dessa ilusão

Como podemos ignorar a ideia
de que absolutamente tudo
está dentro de nós?


Apenas nossa almas que podem voar
mas por fim ainda estamos presos no chão
presos nessa grotesca realidade



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Lagrimas de chocolate

Transforme suas lagrimas em chocolates
sua vida será doce

Ponha um biquíni roxo
e vá nadar no mar
e você se sentira livre

Olhe para trás
para a sua infância
e lembra daquela pessoinha que você costumava ser

Olhe-se no espelho
e todos os dias tente mudar

Porque no final se sua vida
a morte já não sera temida
e sim mais um chance de recomeçar


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Olhos quentes

E então  ela se deu conta
que estava deitada ao lado do amor de sua vida
e que nunca haveria outro


Aquela noção pra ela
foi ao mesmo tempo maravilhosa e aterradora

Era como se o universo dela
tivesse se aberto e se fechado ao mesmo tempo

Só de olhar para para o lado
e ver que não estava sozinha
ela se sentia mais vulnerável do que nunca

Mas aqueles olhos quentes
piscavam ao lado dela

 Uma onde de calor enchia seu coração
e ela se sentia a pessoa mais feliz do mundo

sábado, 8 de setembro de 2012

Nas luzes do poente
uma lagrima correu dos olhos dele
Desejou estar a milhas de distância 
daquele lugar
Onde repousava a sua metade






sexta-feira, 7 de setembro de 2012

(isso é um jogo)

Sombria noite escura
que devora tua alma
Você  se perde
nos becos do medo
E encontra a horrível
verdade da solidão
Você procura nossos sorrisos
mas não ama a si mesmo
Chora no silêncio
não sabe se  é névoa
ou apenas a fumaça do seu cigarro
Está escuro
Eu tenho a sensação que nunca vai amanhecer
Você chora com seus olhos estranhamente azuis
E eternamente lembrarei de menta
de cigarros
de você







quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O labirinto

Corri por seu labirinto de cores
Sem saber que você tinha jogado areia nos meus olhos

Não me dei conta que estava vivendo memórias inversas
e sonhando sonhos vazios

Sem perceber fui indo cada vez mais afundo
num caminho que não tinha mais volta

Seu sorriso tão brilhante que nem me lembro
acenando para mim

Me perdi no seu labirinto
você me deixou um fio lã
Mas eu sabia que encontrar a ponta dele seria inútil

E seguindo seus passos encontrei você
nada mais que aquele velha moldura que eu conhecia

Pulei nos seus braços demonstrando alegria
uma lagrima escorreu pesadamente em seu rosto

Naquele dia de manhã eu acordei ao seu lado
e nem mesmo que fosse a ultima vez
eu diria "Eu te amo"